Inspiração para mudar – Um Salmo à Vida

Mente Ilimitada - uma luz guia

Depois de tanto tempo, foram pelo menos 3 anos sem novas postagens, estou aqui escrevendo novamente. Na verdade é o meu primeiro post que eu considero genuinamente de blog, até então eu escrevi/traduzi muita coisa, mas que faziam parte de um conteúdo estruturado. O post de blog eu considero algo um pouco mais solto, algo interessante ou inspirador que encontrei e desejei escrever a respeito ou partilhar com vocês.

E assim é com o texto que vou reproduzir abaixo, é um poema de Henry Wadsworth Longfellow, vou deixar no final o texto original em inglês, abaixo segue a tradução feita por Cunha e Silva Filho, que está publicada no site Entretextos.

A princípio o texto pode ser um pouco difícil por conta da linguagem poética mais antiga (foi escrito na década de 1830), se você puder lê-lo 2 ou 3 vezes fica mais compreensível, e lindo. O poema fala sobre não nos conformarmos com uma vida vazia, que devemos lutar por nossos sonhos, que não sejamos submissos e inertes, que devemos tornar nossas vidas sublimes e deixarmos nossas marcas! Inspirador!

Um Salmo à Vida

Não me faleis, em enlutados versos,
Que um sonho vazio seja a vida!
Pois morta é a alma que adormece
E as aparências enganosas são.

Genuína, a vida! Vida, coisa séria!
O fim último o túmulo não é;
“Sois pó e ao pó retornais”,
Assertiva não condizente à alma.

Nem só de alegrias ou de tristezas
Se traçam nossos destinos
Mas de atos cumpridos a fim de que cada amanhã
Um passo melhor do que hoje seja.

Longa é a tarefa e fugaz é o Tempo,
Nosso corações, posto fortes e valentes,
Como tambores surdos ainda tocam
Marchas fúnebres a caminho do túmulo.

Que no amplo campo de batalhas do mundo
No bivaque da vida,
Não sejais gado inerte e submisso!
Um herói sede na luta!

Ainda que promissor, no Futuro não confieis!
Deixai que o Passado morto os que se foram sepulte!
Agi – no Presente em vida, agi!
Com o coração aberto e com Deus no Alto!

Recordar nos fazem todos os grandes homens
Que podemos tornar sublimes nossas vidas;
E, na despedida, deixar devemos
Nas areias do tempo nossas marcas –

Marcas que, quiçá, um outro ser,
Da vida velejando sobre o mar solene,
Um irmão, náufrago à deriva,
Avistando-as, a esperança há de reaver.

Em alerta e em ação permaneçamos sempre.
Com o coração a qualquer situação pronto
Alcançar procurando, perseguindo sempre,
A lutar e a esperar aprendei..

(Tradução: Cunha e Silva Filho)

Mente Ilimitada - passos a seguir

O poema original:

A Psalm of Life
Tell me not, in mournful numbers,
Life is but an empty dream!—
For the soul is dead that slumbers,
And things are not what they seem.Life is real! Life is earnest!
And the grave is not its goal;
Dust thou art, to dust returnest,
Was not spoken of the soul.

Not enjoyment, and not sorrow,
Is our destined end or way;
But to act, that each to-morrow
Find us farther than to-day.

Art is long, and Time is fleeting,
And our hearts, though stout and brave,
Still, like muffled drums, are beating
Funeral marches to the grave.

In the world’s broad field of battle,
In the bivouac of Life,
Be not like dumb, driven cattle!
Be a hero in the strife!

Trust no Future, howe’er pleasant!
Let the dead Past bury its dead!
Act,—act in the living Present!
Heart within, and God o’erhead!

Lives of great men all remind us
We can make our lives sublime,
And, departing, leave behind us
Footprints on the sands of time;

Footprints, that perhaps another,
Sailing o’er life’s solemn main,
A forlorn and shipwrecked brother,
Seeing, shall take heart again.

Let us, then, be up and doing,
With a heart for any fate;
Still achieving, still pursuing,
Learn to labor and to wait.
.

Henry Wadsworth Longfellow
Fonte: Wikipedia

Mente Ilimitada - uma luz guia

 

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