Capítulo 31 – Cuidado com suas palavras

Tradução: Deise Viegas – maio/2009
Website: www.menteilimitada.com
Original: http://www.emofree.com/palace/palaceof11.htm

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Oi Pessoal,

Palavras, palavras, palavras. Elas nos rodeiam. Você acabou de ler cerca de 10 delas e está prestes a ler ainda mais de 1.000. Elas são o principal meio pelo qual nos comunicamos – os símbolos que utilizamos para transmitir idéias. A língua inglesa é particularmente rica em simbolismo e matizes de significado. Se presta maravilhosamente para metáforas, aliterações e frases descritivas. As palavras são muito poderosas. Elas podem ser usadas para motivar, celebrar, complicar ou agravar.

Sei que estamos falando de fundamentos aqui, mas é fácil esquecer o básico. Além de tudo, usamos a EFT e técnicas poderosas para eliminar a bagagem emocional. Viva! Continuemos assim. Aprendamos mais. Mas vamos adicionar elementos positivos ao longo do caminho. É fácil fazer. Por que permitir que nosso vocabulário trabalhe contra nós quando podemos facilmente fazê-lo trabalhar para nós?

Na última vez notamos que as palavras que lemos e ouvimos geram emoções dentro de nós. Isto é porque devemos internalizá-las para completarmos seu significado.

Mas, e sobre as palavras que nós dizemos (ou escrevemos)? Elas também afetam nosso estado emocional? Pode apostar que sim! Antes de dizermos uma palavra como “depressão” ou “delicioso” nós devemos primeiro internalizá-la para obter seu significado completo. Dizendo de outra forma, devemos pensar uma palavra antes de dizê-la e ao pensar nela nós a internalizamos (experimentamos) de uma maneira menor. Isto não significa, no entanto, que a mera expressão da palavra “depressão” nos levará a uma profunda tristeza. Nem tanto.

O que ACONTECE, porém, é que o uso repetido de uma palavra (tal como depressão) provoca pequenas experiências repetidas daquela palavra e essas pequenas experiências repetidas servem para nos condicionar na direção sugerida pela palavra.

É o uso habitual de determinadas palavras que nos movem na direção daquelas palavras. Por exemplo, me mostre alguém que consistentemente usa a palavra “stress” e eu te mostrarei alguém que geralmente experimenta stress mesmo durante o menor incidente. Eles se condicionam a se sentir estressados mesmo quando o incidente envolvido pode pedir apenas um simples “Ah, bom” e um suspiro de alívio (ou alguns tapinhas).

Há ocorrências incontáveis disto. Alguém, por exemplo, que habitualmente usa a palavra “furioso” para descrever um estado de raiva (mesmo que seja brando) condiciona seu sistema a experimentar a fúria mesmo se o evento pede por nada mais do que uma reação de irritação. Me mostre alguém que habitualmente diz coisas como: “Isto me deixa furioso” ou “Eu fico furioso com isso” e eu te mostrarei alguém que freqüentemente fica muito irritado sem importar a severidade do incidente. Por outro lado, me mostre alguém que habitualmente retrata a raiva assim: “Isso é irritante” ou “Isso me irrita” e te mostrarei alguém que provavelmente tem um temperamento calmo e que raramente perde sua paciência, mesmo em questões potencialmente mais intensas.

 

Precisamos prestar atenção às nossas palavras, especialmente àquelas que usamos habitualmente. Elas tendem a condicionar nosso sistema emocional e nos levar em determinadas direções.

Como você deve saber, eu adoro a palavra “incrível”. Eu a uso de uma forma divertida, mesmo humorística. Também gosto de apaixonado, energizado, elegante e delicioso.

Mágico é uma boa palavra também. Assim são: vibrante, primeira classe e maravilhoso. O que você acha que aconteceria a nosso atual estado emocional se nós mudássemos propositalmente nosso vocabulário e substituíssemos palavras como terrível, horrível, com medo, exausto, sem forças, etc. com escolhas mais elevadas? Poderíamos começar a condicionar nosso sistema emocional em uma direção mais positiva? Certamente! E se todos os nossos clientes fizessem isto? Esses vocabulários mais elevados não poderiam servir como mini-afirmações e movê-los em direções mais úteis?

Muitas pessoas estão presas no que eu chamo de “emo-word loop” (looping de palavras-emocionais) onde seu estado emocional negativo e seu vocabulário negativo reforçam um ao outro.

Seu estado negativo provoca palavras negativas que, por sua vez, reforçam o estado negativo que, por sua vez, provoca mais palavras negativas, etc. Este círculo continuará em seu formato negativo, é claro, até que seja interrompido. A EFT pode certamente interrompê-lo, mas pode também, intencionalmente, usar palavras mais fortalecedoras. Então, por que não usar os dois?

Podemos, certamente, começar escavando sob os temores negativos, traumas, culpa, etc. que contribuem para o loop e usar a EFT para transformá-los em experiências “fora do loop” mais úteis. Isto provavelmente levará a um nível emocional mais vibrante como também um vocabulário de apoio mais elegante. De qualquer forma, durante o processo poderia ser muito fácil substituir conscientemente nossas palavras negativas com escolhas mais energizantes. Isto só pode expandir o processo de cura e nos elevar a lugares mais inspiradores em nossas vidas.

Mudar o vocabulário habitual de alguém, no entanto, nem sempre significa substituir uma emoção negativa por uma palavra positiva de forma não realista. Por exemplo, dizer “Eu sou vibrante” para representar um sentimento de depressão não a elimina. É uma substituição de palavras ilógica e inadequada. Mas usando palavras como “Estou meio pra baixo” ou “É só uma fase ruim” traz um impacto bem menos negativo do que “Estou deprimido!”. Elas servem para “abrandar” uma palavra que de outra forma seria intensamente negativa. Aqui estão mais alguns exemplos para abrandar algumas expressões. Tenho certeza que você mesmo pode expandir esta lista.

  • Eu não posso (Eu não sei como).
  • Meu problema (Meu desafio).
  • Estou estressado (Eu poderia ter um pouco de paz agora).
  • Mudar um hábito (Dissolver a necessidade).
  • Estou ansioso (Preciso redirecionar minha energia).
  • Estou exausto (Preciso reabastecer).
  • Eu fracassei (Tropecei desta vez).
  • Estou sozinho (Agora é hora de estar tranqüilo).
  • Estou perdido (Estou buscando o próximo nível).
  • Estou nervoso (Estou alerta).
  • Estou sobrecarregado (Estou pronto para novas perspectivas).
  • Fui rejeitado (Tenho uma nova experiência).
  • Uma ligação de vendas para um desconhecido (Prática de empatia).
  • Fechar uma venda (Dar boas-vindas a alguém).
  • Odeio (Prefiro alguma outra coisa).
  • É terrível (Precisa melhorias).
  • Dieta (Desenvolver novos gostos).

As palavras que nós usamos obviamente são ecos das escritas em nossas paredes. Então, uma vez que pegamos o jeito de ouvir as palavras de outras pessoas, podemos ler suas paredes com relativa facilidade. Estou sempre ouvindo as palavras de outras pessoas como um auxílio para ajudá-las a crescer. No entanto, não é boa idéia despejar-lhes de volta suas palavras sem primeiro informá-las do “porquê” você está fazendo isto. Certamente é uma maneira de perder rapport (empatia). De qualquer forma, acho que informar de forma inteligente os clientes do poder de suas próprias palavras geralmente resulta em aceitação e entendimento. Muitos deles aceitam a idéia com muito prazer e de bom grado escolhem palavras melhores.

O truque real, entretanto, é ouvir nossas próprias palavras e escutar nossas próprias bobagens. Quando conseguirmos isto, teremos dado um grande salto para frente.

Abraços,

Gary

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